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domingo, 17 de abril de 2011

SAVANE - O mascote da Fragata João Belo


FRAGATA JOÃO BELO - OS SEUS MASCOTES, "GAZELA" E "SAVANE"


Este vídeo refere-se a um episódio ocorrido no final da década de 1960 com o mascote da Fragata João Belo, de nome "SAVANE", e  foi escrito pelo Tenente Engenheiro Neves de Carvalho para o programa da Antena 1 "História Devida", e lido aos microfones dessa emissora pelo artista de teatro Miguel Guilherme, é sem dúvida uma história verídica muito emocionante!



    AUDIO-contando em português o que se passou com o nosso
Mascote "SAVANE" 
(Clic em cima da foto)                                                              






Cidade da Beira - Moçambique 1969


Cidade da Beira - Moçambique  1969


GAZELA: - A 1ª Mascote da Fragata João Belo.
( Moçambique, 1969)









quarta-feira, 6 de abril de 2011

João Belo (1876-1928) | Instituto Hidrográfico

COMANDANTE JOÃO BELO - PARTE DA SUA VIDA COMO MILITAR E POLÍTICO



Foi a este grande “Marinheiro”, que a Marinha  de Guerra  Portuguesa, quis Homenagear, ao atribuir o seu nome à 1ª Fragata (da classe Cte Rivière),


Foram encomendadas 4 Fragatas do mesmo tipo.

- NRP "Comandante João Belo - F480 (CTFR - FRABELO)

-NRP "Hermenegildo  Capelo" -  F481 (CTFS - FRACAPELO)

-NRP " Roberto Ivens" - F482 - (CTFT - FRAIVENS)

-NRP"Sacadura Cabral" - F483 - (CTFU - FRADURA)         




COMANDANTE JOÃO BELO
Fonte:- Revista da Armada
(Trabalho elaborado por Francisco Santos)



Acedam ao Link abaixo indicado:

João Belo (1876-1928) | Instituto Hidrográfico


                               






JOÃO BELO - Portugal de outrora e de hoje
( Pintura em prato cerâmico)



CORTESIA  ( RODA VIVA  jornal) AROUCA. -   UM DESPACHO, DOIS EXEMPLOS -

OPINIÃO:- Se todos os ministros procedessem com o mesmo zelo e respeito pelos dinheiros do Estado, o País nunca teria chegado à situação
desesperada em que se encontra.


JOÃO BELO, Oficial da  Marinha, natural de Leiria, nascido a 27 de Setembro de 1876, embarcou para Moçambique em 1895 como Guarda-Marinha e por lá andou durante 29 anos, ao longo dos quais desempenhou as mais diversas funções.
Companheiro de Mouzinho de Albuquerque, colaborou activamente com Brito Camacho, que em fins de 1921 foi nomeado Alto Comissário para a República naquela antiga colónia portuguesa, tendo conquistado grande prestígio entre as populações de quem era conhecido como Régulo de Gaza.
Chamado a exercer as funções de Ministro das Colónias, faleceu em 2 de Janeiro de 1928, em  pleno exercício da sua actividade e após uma carreira toda dedicada ao serviço da  Pátria, que lhe atribuiu diversas condecorações, de entre as quais a Torre e Espada.
Algum tempo após a sua morte, o filho, Dr. António Belo, ofereceu ao Arquivo Histórico de Moçambique um conjunto de documentos, de entre os quais a cópia autografada de um despacho, em papel timbrado do Ministério das Colónias - Gabinete do Ministro - que reza assim: " Reconsidero o meu despacho de 14 de Julho findo pelo qual mandei adquirir 5000 (cinco mil) exemplares do livro " Uma Viagem Através das Colónias Portugueseas", anulando-o; mas "Como produziu todos os seus efeitos e está portanto liquidada a importância de 31.250$00 (trinta e um mil duzentos e cinquenta escudos), determino que nos vencimentos do actual  Ministro JOÃO BELO, seja descontada mensalmente a importância de 500$00 (quinhentos escudos) e quando deixar esse cargo passe ao máximo de desconto até completo pagamento da  importância autorizada e que dei causa por um despacho irrefletido que sou o primeiro a considerar ilegítimo". "Cumpra-se 31-8-1926." "ass, João Belo.
O livro escrito por Augusto Gonçalves de Morais de Castro e António Ferreira Cardoso, foi prefaciado pelo Almirante Ernesto Vasconcelos, mas nem isso impediu que o Ministro e Comandante de Fragata João Belo, lavrasse este despacho exemplar, que devia estar emoldurado em cima  da secretária de trabalho de todos os ministros e decisores políticos deste país para memória e exemplo de responsabildade e ética democrática.
Se assim fosse e todos os ministros procedessem com o mesmo zelo e respeito pelos dinheiros do Estado, e tivessem tido a coragem e a dignidade de reconhecer os seus erros, respondendo por eles, o País nunca teria chegado à situação desesperada em que se encontra.
Infelizmente não foi assim, mas não deixa de ser consolador reconhecer e recordar a estatura de um ministro e de um Homem que foi um cidadão exemplar.
E já que de exemplos e de Carácter se falou, neste tempo difícil que Portugal atravessa e um novo Governo promete resgatar do atoleiro em que mais uma vez mergulhou, é bom recordar mais um exemplo, de entre os muitos que uma longa História de séculos nos dá.
Henrique Paiva Couceiro, que também pelas antigas colónias se cobriu de glória e o Comissário Régio António Enes, considerava "o seu Roldão" (aludindo a um dos Doze Pares de Carlos Magno), também ele nos deixou, em fim de uma carreira de glória, um desabafo que encerra toda uma lição de vida e de Carácter:- " Se soubessem o trabalho que eu tive toda a vida para ficar pobre!" Quando agora tantos ficam ricos sem  trabalho nenhum  e a justiça que temos não consegue descobrir de onde lhes veio a riqueza, isentando-os de suspeitas ou remetendo-os à  cadeia, é bom recordar estes exemplos para que os sacrificios que nos são pedidos não sejam de todos  em vão.
O Governo agora empossado  e que nos promete combater a corrupção, o clientelismo e o despredício, como todos os outros antes dele já fizeram sem resultados apreciáveis, tem à sua frente uma tarefa gigantesca. Não apenas para resgatar o prestígio do país no concerto das nações mas, acima de tudo, para o tornar mais limpo e recomdável.

Por:- Elísio Azevedo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BARCO À VISTA: TESTEMUNHO HISTÓRICO DE UMA COMISSÃO EM MACAU



Testemunho de uma Comissão em Macau: 





BARCO À VISTA
http://barcoavista.blogspot.com/2010/11/testemunho-historico-de-uma-comissao-em.html




UAM - 202 "LORCHA MACAU"
(publicação de 06/07/2012)


LORCHA (Embarcação ligeira chinesa) "long-chuen"


LORCHA=Embarcação ligeira chinesa
UAM=Unidade Auxiliar da Marinha. Podem ser tripuladas por pessoal militar, militarizado ou civil.
NRP = Navio da República Portuguesa, que só podem ser tripulados por militares da Armada.

Este navio é uma replica de uma lorcha macaense, utilizadas em 1589/1592, construída em Macau, pela Marinha Portuguesa, em 1986.
Depois do seu lançamento à água navegou rumo ao Japão, para participar no Festival Espingarda, na Ilha Tasnegashima, onde todos os anos se comemora a chegada dos portugueses ao Japão.
Visitou ainda os portos de Kagoshima, Nagasaki e Omura. Até 1998, fez diversas viagens no mar da China até à Coreia, Singapura etc.

Em 1998 rumou a Lisboa, para participar na EXPO 98.
Terminada a EXPO 98, este navio foi doado à "APORVELA" e mais tarde transitou para a Fundação Oriente (FO).

CARACTERÍSTICAS:
Construção - Macau 1986 (Deduzo que esta data teria sido a do acordo do início da sua construção)!
Comprimento - 26,52 m
Boca - 6,6 m
Calado - 3 m
Tripulação - 10
Patrono - Macau


Fonte: - WIKIPÉDIA


A SITUAÇÃO, NESTE MOMENTO, DA LORCHA MACAU



(http://hojemacau.com.mo/?p=30167)




Por Andreia Sofia Silva | 9 Mar 2012 

(Foto de António da Silva Martins)
Em 1988, as Oficinas Navais de Macau decidiram recriar pedaços da história dos mares de Macau, ao construir a Lorcha de Macau, réplica das antigas embarcações de madeira que navegavam pela China (ver caixa). Anos depois, foi cedida à Expo 98, tendo posteriormente passado para as mãos da Fundação Oriente (FO).
Actualmente a réplica encontra-se atracada na Marina de Portimão, em estado degradado, estando disponível para venda, pela quantia de MOP 1 milhão (95 mil euros). O anúncio foi colocado a semana passada e pode ser visualizado na internet, estando o negócio a cargo da empresa BlueWater Algarve, empresa correctora de barcos.

O Hoje Macau fez-se passar por um cliente. Do outro lado da linha, confirmaram que se trata da mesma embarcação de cariz histórico, e que o preço está baixo dado o grau de degradação. “O barco praticamente foi abandonado. Está em bastante mau estado e precisa de muito trabalho, por isso é que o preço está assim baixo. Pode ir para a água, mas necessita de reparação.”
A confidencialidade não permitiu revelar o nome do proprietário da embarcação, mas a responsável da BlueWater Algarve adiantou que se trata de “um dono particular”. “Provavelmente o dono do barco está sem dinheiro e o barco foi-se degradando. Durante muitos anos ninguém cuidou dele.”
Ana Paula Cleto, coordenadora da delegação Macau-China da FO, disse desconhecer o anúncio.

“Confirmei junto da Administração da FO e a Lorcha não está à venda.” Referiu ainda que a FO está em negociações com o Museu da Marinha e diversas universidades portuguesas para que Lorcha de Macau possa ser utilizada para fins educativos.

Monjardino não quer vender
Os esclarecimentos da presidência da FO chegaram mais tarde. O titular do cargo, Carlos Monjardino confirmou que não há qualquer intenção de venda da Lorcha de Macau. Quanto ao anúncio, também não sabe de onde vem, mas, admite que possa ter surgido da parte das termas de Monchique, a quem a embarcação esteve cedida até ao ano passado para fins turísticos. “Houve alguns estrangeiros que lá foram, que acharam que era uma embarcação muito interessante. Devem ter depreendido pela conversa que a Lorcha estava à venda. Não temos compromisso em vender.”
Além disso, “é importante salientar que, se vendêssemos, só sabendo a quem vendemos”.
Sem ter conhecimento do anúncio, Monjardino pondera agora contactar directamente a BlueWater Algarve ou as termas de Monchique para resolver a questão.

Carlos Monjardino garantiu que, anualmente, a embarcação custa à FO entre
MOP 400 mil e MOP 500 mil em despesas normais de manutenção, e MOP 1 milhão de dois a dois anos, para substituição da madeira, afectada por bichos. “Foram feitas obras e gastámos fortunas para recuperar a parte de dentro. A construção é má e não há solução à vista para acabar com a praga. Não se pode manter assim, a Lorcha não é usada, não serve para nada.”
Para Monjardino, a embarcação “nunca deveria ter saído de Macau” e, para já, só vê duas saídas possíveis: a Marinha Portuguesa ou Macau. Em ambas, a FO disponibiliza-se a custear a manutenção. “O problema não são os gastos, mas sim o facto de não ser utilizada. Queremos arranjar uma entidade séria e estamos disponíveis para pagar a manutenção.”
Segundo o presidente da FO, já se realizaram duas propostas à Marinha, que até ao momento não aceitou tomar conta da Lorcha. Monjardino disse também que houve contactos com o Museu Marítimo de Macau.

Sonho de “Bibito”
Quem também concorda que a réplica deveria regressar a Macau é o publicitário Henrique Silva, mais conhecido por “Bibito”. Há um ano, iniciou diversas conversações, tanto em Macau como em Portugal, para angariar patrocínios – queria trazer a Lorcha de volta à sua terra natal. O anúncio da venda revelou-se uma surpresa. “Quando vi, fiquei chocado. É um pedaço de História que está à venda. Mistura a tecnologia chinesa com a portuguesa e representa aquilo que é Macau. Acaba por representar um pouco aquilo que é o navio Sagres para Portugal.”

Para Henrique, o ideal seria trazer o barco para o próximo ano, altura em que se comemoram os 500 anos da passagem dos portugueses pelo território. “Simbolicamente fazia sentido. Tenho tentado arranjar patrocinadores, e de Portugal existem algumas logísticas faladas.”

Séculos de história em pedaços de madeira
A Lorcha de Macau, actualmente atracada na Marina de Portimão, representa séculos de navegação e um sinal vivo do património histórico do território. Em meados do século XIX, o porto de Macau albergava cerca de 60 lorchas, algumas com objectivos bélicos. As lorchas também existiam na Tailândia, em Singapura e em Ningpo.
Este tipo de embarcação mostra a junção das técnicas portuguesas e chinesas. Enquanto o casco tem um traçado europeu, o leme e o aparelho vélico possuem traços orientais, o que lhe dá mais rapidez e facilidade de manobra.
Construídas em madeira de cânfora e teca, as lorchas tinham entre dois a três mastros e podiam variar entre as 30 e as 50 toneladas. Com uma tripulação mista, serviam, no século XIX, para transporte de carga, serviços de vigilância e defesa contra os piratas.
Em Macau, muitas das lorchas de guerra viram o seu armamento reforçado e dedicavam-se apenas a combater a pirataria. As lorchas Adamastor, Leão Terrível, Amazona ou Tritão são exemplos de vasos de guerra que destruíram muitas embarcações de piratas.
Com o passar dos anos, começaram a ser substituídas por embarcações a vapor, que mais rapidamente faziam o transporte de mercadorias para o litoral da China. Aos poucos, as lorchas desapareceram dos portos e do uso diário das gentes de Macau. Nos primórdios do século XX, sumiram-se por completo dos mares do sul da China.
Em meados de 1987, 1988, as Oficinas Navais de Macau construíram a Lorcha Macau, uma réplica que pretendia promover a cultura e a história do território. Aquando da Expo 98, o Governo de Macau doou a embarcação à Aporvela. A falta de apoios financeiros fizeram com que a Lorcha de Macau passasse para a Fundação Oriente, que assim ficou responsável por ela.

FONTE:- (http://hojemacau.com.mo/?p=30167)









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Fragata Cte João Belo, em 2006.
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