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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

NRP “COMANDANTE JOÃO BELO” Passagem a Sul do Arquipélago de Chagos.



Em 26 de Fevereiro de 1970, a Fragata João Belo navegava a sul do Arquipélago de Chagos, próximo da Ilha de Diego Garcia, que não se avistou  



Fragata Comandante João Belo. (1970)
(Foto cedida por Antonio Moleiro)


(TODO O TEXTO,  É INTEGRALMENTE,  COPIADO DA  wikipédia)



 Arquipélago de Chagos

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)
.
Arquipélago de Chagos é um grupo de sete atóis, com mais de 60 ilhas tropicais situado no Oceano Índico. Administrativamente, este arquipélago faz parte doTerritório Britânico do Oceano Índico.
Os sete atóis com ilhas emersas permanentemente são:
§  Diego Garcia (Diego Garcia e 3 ilhéus mais a norte)          
§  Ilhas Egmont ou Seis Ilhas (7 ilhas)

























§  Peros Banhos (27 ilhas)
§  Ilhas Salomão (11 ilhas)
§  Grande Banco de Chagos (7 ilhas)
§  Recife Blenheim (3 ilhas)
§  Banco Speakers (1 ilha)






História

A população nativa foi deportada pelo governo Britânico no final dos anos 60, início dos anos 70, para cumprir os termos de um contrato de arrendamento para despovoar as ilhas, inicialmente para um centro de comunicação, que mais tarde se tornaria uma base militar dos Estados Unidos da América na ilha principal de Diego Garcia durante a Guerra  Fria.[1]
Hoje, o arquipélago Chagos é uma zona militar que serviu para o lançamento de B52's durante a operação Raposa do Deserto na Guerra do Iraque, em 1998, e para os vários bombardeios ao Afeganistão e ao Iraque, subsequentemente.
Os ilhéus sobreviventes ainda lutam pelo retorno ao seu país nos Tribunais Britânicos. O corrente contrato de arrendamento expira em 2016 mas há a opção de renovação por mais 50 anos.[2]
Pelo menos 2.000 pessoas viviam na Ilha de Diego Garcia, onde havia: uma escola, um hospital, uma igreja, uma prisão, uma ferrovia, docas e plantações.
 Os primeiros assentamentos na ilha datam do século XVIII. Contudo, o governo Britânico criou uma ficção de que os ilhéus eram apenas "trabalhadores de contrato temporário", podendo, assim, ser "retornados" para as Ilhas Maurício.
Inicialmente, os ilhéus foram enganados e intimidados para deixarem a ilha. Com a chegada dos americanos para a construção da base, o governador das Ilhas Seychelles ordenou que todos os cães de estimação da ilha de Diego Garcia fossem mortos, como forma de intimidação dos residentes. Quase 1.000 cães foram exterminados. Além disso, quem deixasse a ilha era impedido de retornar. A população remanescente foi embarcada em navios, sendo permitida apenas uma mala por pessoa, rumo às Ilhas Seychelles, onde foram inicialmente instalados em celas, numa prisão.
A dor do exílio provocou suicídios e a luta pela sobrevivência em situação de completa miséria humana, que levou à morte muitas crianças e adultos.
Em 2000, os ilhéus obtiveram uma vitória histórica nos Tribunais Britânicos, que entenderam que a sua deportação foi ilegal. Contudo, em seguida o Ministério das Relações Exteriores anunciou que não seria possível o retorno a ilha de Diego Garcia em razão de um tratado com Washington.
Em Junho de 2004 um decreto foi expedido banindo os ilhéus para sempre de voltarem para casa.
Em 2004, o jornalista britânico John Pilger escreveu e dirigiu um documentário chamado "Stealing a Nation", produzido e dirigido por Christopher Martin. O documentário trata da expulsão dos ilhéus de Chagos, os quais foram removidos á força pelo governo Britânico entre 1967 e 1973 para as ilhas Maurício, para que a ilha de Diego Garcia pudesse ser usada como base militar americana.
   
        (British Indian Ocean Territory)

Território Britânico do Oceano Índico





Bandeira do Território Britânico do Oceano Indico.
O Território Britânico do Oceano Índico inclui cerca de 2 300 ilhas tropicais do arquipélago de Chagos no Oceano Índico, aproximadamente a metade do caminho entre a África e a Indonésia, centradas em 6° S, 71°30' E. Diego Garcia, a maior ilha, na região meridional do arquipélago, ocupa uma posição estratégica no Oceano Índico e é um local utilizado para fins militares pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido. Durante as guerras do Golfo, do Afeganistão e do Iraque, a ilha de Diego Garcia foi extensamente utilizada como base das operações lançadas pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela OTAN. A área terrestre do território é de 60Km2



Localização de Diego Garcia.

Foto utilizada do blog (flogão.com.br)


Localização das ilhas
O Território Britânico do Oceano Índico foi estabelecido em 8 de novembro de 1965, consistindo dos arquipélagos de Chagos, Aldabra, Farquhar e ilhas Des Roches.
Em 23 de junho de 1976, Aldabra, Farquhar e Des Roches foram entregues às Seicheles em razão deste país ter se tornado independente. Consequentemente, o Território ficou a consistir somente de um grupo de seis ilhas, incluindo o Arquipélago de Chagos.
A maior ilha e mais ao sul, Diego Garcia, abriga bases navais do Reino Unido e dos EUA. Todas as ilhas restantes são desabitadas. Entre 1967 e 1973, os agricultores que anteriormente residiam na ilha foram mandados para a ilha Maurício e para as Seicheles. Em 2000, a suprema corte britânica anulou a ordem de imigração local que excluía os residentes do arquipélago, mas apoiou o estatuto militar especial de Diego Garcia.
O Território é de posse do Reino Unido e administrado por um comissário que reside fora da ilha e por um Gabinete nacional em Londres. A defesa é da responsabilidade do Reino Unido; os Estados Unidos arrendaram Diego Garcia e o contrato vencerá em 2016. Entretanto, o Arquipélago de Chagos é reivindicado pela ilha Maurício e pelas Seicheles.

SEYCHELLES

Brasão de armas da Fragata João Belo


     Caros amigos visitantes deste blogue, este capítulo, encerrou, a História da NRP  "COMANDANTE JOÃO BELO", sobre a sua viagem ao Oriente, iniciada em 20/02/70, saindo de PORTO AMÉLIA (Moçambique) e terminada
     em 27/05/70, em LOURENÇO MARQUES (Moçambique).
     O início da nossa História, com a viagem ao Oriente, deve-se ao facto ter sido, para toda a Guarnição, o momento mais desejado, durante toda a comissão
     de serviço ao Ultramar.
    Brevemente irá continuar a sua História, dando início a uma longa comissão de serviço no Ultramar, com a partida de LISBOA (Portugal), em 20/12/68, rumo a
     Luanda (Angola), onde atracou em 31/12/68.

António da Silva Martins (Mar. Rad. 1330/66)