domingo, 27 de outubro de 2019

A NOSSA ZONA ECONÓMICA EXCLUSIVA (ZEE)


A NOSSA ZONA ECONÓMICA EXCLUSIVA
(ZEE)



ShinMaywa US-2 da Aviação Naval da Marinha Portuguesa (ficionado). Aeronave anfíbia de busca e salvamento (SAR) com eventual possibilidade de combate a incêndios com 15 000 litros!
100 anos de Aviação Naval! 1917-2017!

A Marinha Indiana encomendou 12 unidades...
Foto de Jorge Pereira



Foto de António da Silva Martins


  • O NOSSO TERRITÓRIO NACIONAL
Com a Maior Zona Económica Exclusiva marítima da Europa, Portugal Luta agora pelo alargamento da plataforma continental SUA. A Proposta apresentada foi na semana Passada e, se aprovada para, o País Ficara com uma jurisdição de Uma área com fortes indícios da existência de petróleo e de gás natural, e Onde se escondem metais preciosos e microorganismos utilizados na Produção de cosméticos e de fármacos para o tratamento do cancro OU PARA o combate ao VIH.

 A náutica e o turismo de recreio, a Construção e Reparação naval, um Energia, a agricultura biotecnologia São Outras das áreas consideradas Estratégicas PARA O hipercluster do Mar não Estudo Feito Pela Equipa de Hernâni Lopes. Dai a importância da aprovação da Proposta que Portugal apresentou, na semana Passada Abril 2015, na sede da ONU Pará uma Extensão da plataforma continental.

 Dai a importância da aprovação da Proposta que Portugal apresentou, na semana Passada, na sede da ONU para uma Extensão da plataforma continental. A proposta só terá resposta daqui a 5 ou 8 anos, quando a ONU der luz verde a esta pretensão do estado Português, já antiga que remonta a executivo de 2006.
 A ser deferida a proposta a ZEE portuguesa passará de 200 para 350 milhas. "Portugal ficaria com Direito exclusivo de Recursos Naturais Explorar OS vivos e NAO vivos existentes Território Nesse", Explica o Líder da EMEPC. Ainda não existem as suficientes provas, mas as futuras permitirão identificar se existem (no subsolo do Atlântico que Portugal quer acrescentar à sua jurisdição), Depósitos passíveis de Hidrocarbonetos que contenham, Petróleo e Gás natural, Revela Manuel Pinto de Abreu.

 O petróleo Será certamente o PRODUTO Mais apetecível, mas o oceanógrafo Destaca a importância dos Recursos Ligados As Fontes hidrotermais, Onde se inserem microorganismos que podem Ser Usados nas Indústrias de Produtos Alimentares, cosmética e Farmacêutica. Manuel Pinto de Abreu dá como exemplo a produção do Zovirax, Um produto usado nos tratamentos de combate ao herpes labial, Feito A Partir de Uma substancia Retirada de Uma esponja marinha, que rende anualmente "MUITAS dezenas de Milhões de euros". O Especialista sublinha ainda que alguns medicamentos Usados no Combate ao HIV UO anti-cancerígenos tem Origem marinha. "A biotecnologia marinha TEM UM Impacto Social Tão grande Como o petróleo, mas Acredito Que o Seu Valor Económico Será superior", Afirma. Embora não Haja respostas para como Dúvidas relativas À eventual existência de petróleo no mar português, Os Cientistas tem apontado para Perspectivas Bastante promissoras em algumas Bacias Oceânicas da Nossa plataforma continental alargada. https://www.facebook.com/TugasnaEspanha/videos/1668718883343257/ https://www.facebook.com/Geografismos/videos/731636056949877/ http://www.vortexmag.net/petroleo-ouro-prata-as-riquezas-incalculaveis-do-mar-portugues/ http://youtu.be/LEFTWFSTnx0 https://www.youtube.com/watch?v=Q9C0VabifwY






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Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.
Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodésia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.
A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).
O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis
centro geodésico de Portugal
Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.
A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fímbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim mais erode nas primeiras chuvas de outono.








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Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.

Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.


centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.

centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).

O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.


centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis
centro geodésico de Portugal


Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.

A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fimbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim mais erode nas primeiras chuvas de outono.




-3  Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.

Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.

Centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodésica. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.


Centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).

O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.

Centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis.


Centro geodésico de Portugal
Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.

A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fimbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim piorava nas primeiras chuvas de outono.


Fonte:-CITAN





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Sabe onde fica o centro de Portugal? - Serra-Melrica

MIRADOURO DO PICOTO DA MELRIÇA - CENTRO DE PORTUGAL 

Marco geodésico que assinala o centro do país.

Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país.

Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.

Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho.

Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.

O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente.
Neste local situa-se também o Museu da Geodesia, inaugurado em 2002, que apresenta uma sala de exposições, um pequeno auditório e uma loja de recordações.

A Serra da Melriça, conhecida localmente como "Picoto da Melriça", é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco.

Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão "TF4" a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41' 40,20619 N ; longitude: 8º 07' 50,06228 W. Existe também uma Pirâmide de 1ª Ordem que "simboliza" o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41' 40.20619 N ; 8º 7' 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).












ROU 1- URUGUAY, ARMADA DEL URUGUAY (Ex NRP Cdte João Belo-F480) / Presente#253 - T1/P276 - BOLAZOpodcast


  1. Parte da História da Entrega da Fragata João Belo à Armada do Uruguay, em Abril de 2008
  2. Outras fotos relacionadas com a sua História










Fragata João Belo navegando com malagueiro


A viagem à Austrália- Saída de Porto Amélia, Moçambique em Fevereiro de 1970
Chegada a Sidney em Março do mesmo ano.

Ex Fragata João Belo, agora ROU 1 "Uruguay"ainda ao serviço da sua Armada (27/10/2019

Um dos envelopes personalizados,  usados em 1983, na Fragata João Belo
Entrega da Fragata João Belo, à Armada do Uruguay, em Abril de 2008
Na altura era seu Comandante Luís Policarpo


Fragata João Belo, ainda sem ter sido alterada.

Brasão da Fragata João Belo cravado na chapa próximo da torre de comando.
Foi retirado antes da sua entrega ao Uruguay





sexta-feira, 1 de março de 2019

A única fragata em operação na Marinha do Uruguai.





A Ex Fragata Cdte João Belo F480, hoje ROU 1 URUGUAY, com mais de 50, ao serviço de Portugal e Uruguay, é a única da sua classe que ainda navega, talvez por mais algum tempo.

Foi a Fragata da sua classe que mais milhas navegou por todo o Mundo e que mais anos esteve ao activo.

O sonho de quem fez parte das Guarnições desta Fragata, é, após ser abatida,  vê-la transformada em Museu!!!

Talvez a Marinha Nacional do Uruguay se lembre de fazer uma grande homenagem a todos que navegaram nesta linda Fragata, para mais tarde a visitarem como Museu, no Uuguay ou em Portugal.

Penso que com a colaboração da Marinha de Guerra esse sonho se transformasse em realidade!!!

Gostava que esta minha menagem chegasse ao conhecimento das altas entidades dos dois Países.
Obrigado

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

NOTA EXPLICATIVA

Este capítulo, da responsabilidade da Direcção-Geral de Armamento e Equipamentos de Defesa (DGAED),

descreve os dados referentes às exportações e importações de Material de Defesa, Equipamentos de Defesa,
Logística e Investigação e Desenvolvimento (I&D).
Os dados apurados e indicados nos quadros respectivos, resultaram da contribuição do EMGFA, dos Ramos
das FA’s, do IASFA e da consulta efectuada às Indústrias Nacionais de Armamento e afins, sendo os
restantes elementos provenientes das actividades normais da DGAED.

CONCEITOS


Carro de Combate


Viatura de combate blindada e de auto-propulsão, com forte poder de fogo, munida fundamentalmente

com uma peça principal de alta velocidade inicial, capaz de fazer tiro directo para alvos blindados e
outros, com elevada mobilidade em todo o terreno, com um elevado nível de auto-protecção e que
não está vocacionada nem equipada para transporte de tropas de combate.

Avião de Combate


Avião de asa fixa ou asa de geometria variável, armado e equipado para defrontar alvos, utilizando

mísseis guiados, foguetes não-guiados, bombas, metralhadoras, canhões ou outras armas de destruição,
assim como qualquer modelo ou versão de avião que desempenhe outras funções militares, tais
como avião de transporte não armado, reconhecimentos ou guerra electrónica.


Helicóptero de Combate


Aparelho de asa rotativa, armado e equipado para defrontar alvos ou equipado para desempenhar

outras funções militares.

Fragata


Navio de 1.500 a 3.500 toneladas de deslocamento e comprimento entre 75 e 150 metros, com armamento

anti-superfície, anti-aéreo e anti-submarino e cuja missão principal é a escolta e a luta antisubmarina.

Corveta

Navio de menor deslocamento que as fragatas, comprimento entre os 60 e 100 metros, com armamento

semelhante mas de menor calibre, que desempenha o mesmo tipo de missões embora com
menores capacidades oceânicas.

Patrulha


Navio de pequeno a médio deslocamento (200 a 400 toneladas) e com comprimento inferior a 45 metros,

destinado a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa


NOTA do Blogger:- A designação de "Patrulha", deveria ser actualizada, porque os mais recentes Patrulhas da nossa Armada, têm um comprimento superior a 45 metros

domingo, 22 de fevereiro de 2015

QUARTO ANIVERSÁRIO DESTE BLOG


O NOSSO ANIVERSÁRIO 











Caros leitores, faz precisamente hoje, dia 20/02/15, quatro anos que este Blog se iniciou, com o  propósito de servir a Comunidade em geral e em particular todos os que serviram a nossa Fragata  "Cte João  Belo".

Este vaso de guerra teve guarnições portuguesas até 08 de Abril de 2008. Actualmente, continua a ser servida por marinheiros do Uruguay, ainda no activo.
Hoje  tem o seu nome gravado na Armada do Uruguay, como  ROU 1 "URUGUAY".
Como Navio de Guerra que prestou serviço na nossa Marinha, navegando agora com bandeira de outro país, celebra o seu meio Século de existência, em  22 de Março de 2016, a contar da data do seu lançamento à água,

A sua Página, também celebrou o seu 4º Aniversário, no dia 16/02/15, tendo para o efeito sido lançado ao público um concurso com 10 prémios, para os dois primeiros lugares de cada um dos 5 Grupos de perguntas.

Bem haja a todos os visitantes que se servem deste espaço, por distracção ou pesquisa. O Blogger agradece a quem visita este blog, para opinar o que poderia ser feito, para o servir melhor.
Saudações navais

António da Silva Martins





Artigo lançado para comemorar o 1º Encontro Nacional das guarnições da Fragata
(Grupo das Guarnições da Fragata João Belo F 480 (1967 a 2008)




Tela pintada em acrílico, pelo famoso Artista Plástico Aveirense, Lopes de Sousa
-Com a devida autorização do Pintor-

(Propriedade do Blogger)



Tela do mesmo Artista e de sua propriedade

-Com a devida autorização do Pintor-




sábado, 7 de fevereiro de 2015

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DA NRP "CDTE JOÃO BELO" F480


FRAGATA JOÃO BELO - PREVISÃO DE UMA

REESTRUTURAÇÃO



Chegaram a existir planos para a remoção de todas as peças de artilharia da popa, para aí
instalar um convés e um hangar, para operações de helicópteros Lynux. No entanto, o navio poderia resultar demasiado lento e a estabilidade poderia ser colocada em causa. Outra possibilidade, igualmente aventada, foi a remoção das torres de popa para a colocação de mísseis anti-navio, idênticos aos utilizados na classe "Vasco da Gama" (Harpoon) ou mísseis Exocet.

Qualquer das alterações acabaram por ser arquivadas.




NRP "COMANDANTE JOÃO BELO EM 1970



                            A SUA MODERNIZAÇÃO


A modernização ocorrida entre 1987 e 1989, teve em vista transformar as  Classe "João Belo" em fragatas  com uma vincada vertente ASW (Anti-Submarine Warface). Desta maneira, a principal alteração nas "João Belo" foi a instalação do sonar AN/SQS-510, que é igual ao utilizado nas "Vasco da Gama", a substituição dos lançadores de torpedos por versões idênticas às instaladas nas fragatas mais modernas, alteração das  defesa contra ataques de torpedos e melhoramentos significativos na área de guerra electrónica.
No sentido de reduzir a tripulação das "João Belo", viram retirada uma das peças de 100 mm à popa e viram igualmente criadas as instalações para pessoal feminino a bordo.
Pesquisa em www.areamilitar.net 
















                                          FRAGATA JÁ MODERNIZADA

Aspecto da Fragata João Belo, após a sua modernização


Tubos  lança-torpedos


Lançamento de torpedo










quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

RETALHOS DA VIDA DE UM MARINHEIRO



Johns




Amigo Martins

Toda a minha vida foi de aventura e risco
Mas tive sempre uma protecção Divina que me acompanhou




Palavras do meu amigo Johns.


_____________________________________________________________________________

JOHNS
ANTES DE SEGUIR PARA O ULTRAMAR




José António Fonseca  (Johns, seu nome de Guerra), natural de Torres de Moncorvo, foi à inspecção, para a Marinha, como voluntário, com 18 anos, em Junho de 1961.Em 16 de Setembro, assentou praça na Marinha, no Grupo 1 de Escolas da Armada, em Vila Franca de Xira.
Em 12 de Janeiro de 1962 foi o seu Juramento de Bandeira.
Foi-lhe atribuído o nº 1581 e mais tarde, com a revisão dos números de identificação, passou a ser o nº 7548, que manteve até final da sua carreira na Armada.

Após a recruta, alguns meses depois, ingressou no ITE (Instrução Técnica Elementar), da Escola de Artilharia, donde saiu Grumete Artilheiro Apontador.


Já como 2º Grumete Artilheiro Apontador, embarcou em diversos navios, onde também desempenhava as funções de Sapateiro!

Com algumas horas de navegação ingressou  no 1º Grau da Escola de Artilharia. donde saiu, após seis meses, Grumete Especialista Artilheiro Apontador.
Com o surgimento e evolução rápida de novas tecnologias, os nossos navios iam sendo adaptados às exigências de então. Por esse motivo, foi necessário adaptar também as guarnições a essas transformações. pelo que houve a necessidade de as instruir nas respectivas especialidades. O Johns passou então, na reconversão, a Marinheiro Artilheiro Preditor.

Antes e depois do 1º Grau andou embarcado em diversos navios.

Em 1962, foi destacado para o Navio Hidrográfico João de Lisboa.
Em 1963 foi transferido para o NRP "Nuno Tristão.", tendo seguido em comissão de serviço para a Guiné.
João de Lisboa
 (httpalernavios.blogspot.pt201003joao-de-lisboa.html)
Entre 31/12/64 e 01/01/65, a Nuno Tristão, durante a noite, subia o  Rio Gebadá, a fim de dar apoio a uma Companhia de Militares do Exercito, que se iria aquartelar no interior da Guiné. Durante a viagem foram surpreendidos de terra pelo fogo inimigo!!!  O amigo Johns entrou imediatamente na sua peça de artilharia, situada a meia-nau, para ripostar ao fogo inimigo, que se fez sentir, durante 40 minutos.
NRP "Nuno Tristão
'(httpgurupez.blogspot.pt)


Terminada a comissão de serviço, de dois anos, rumou à Base Naval de Lisboa, onde permaneceu, destacado, durante alguns meses, na Escutaria, tendo a seu cargo todo o armamento ligeiro.

Em princípios de 1967, seguiu com guia de marcha, para integrar a 1ª Guarnição da Fragata João Belo, de comboio, com mais cerca de 60 camaradas, par Nantes-França.

Nos princípios de Abril de 1967, o primeiro grupo, formado pelo Comandante, Imediato, Oficiais, Sargentos e alguns Praças das áreas técnicas e logísticas, chegou a Nantes, embarcado no NRP "S. Cristovão". Este navio (o ex-aviso "Bartolomeu Dias", convertido em "Hotel" flutuante), atracado à muralha quase no centro da cidade, a dois passos dos "Chantiers de l'Átlantique", o estaleiro onde a "João Belo", ainda assente em picadeiros, recebia os últimos acabamentos, seria o seu alojamento durante próximo de três meses até que a fragata estivesse em condições de o acolher. Depois, ao longo desse ano, chegariam em levas sucessivas, de comboio, os restantes elementos da guarnição.

NRP  "S. Cristovão"
('httpgurupez.blogspot.pt)


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

2º ENCONTRO NACIONAL DAS GUARNIÇÕES DA FRAGATA JOÃO BELO F480 (1967 A 2008)

2º ENCONTRO NACIONAL DAS GUARNIÇÕES DA FRAGATA JOÃO BELO F480 (1967 A 2008)





Palestra sobre o nosso Patrono, Cte João Belo





Vice Presidente do Município de Leiria, Dr Gonçalo Lopes-(Foto cedida gentilmente por Ribeiro Silva)











Câmara Municipal de Leiria, 2º Encontro das Guarnições da 

Fragata João Belo 2014.09.27


Que dizer neste Tributo a um vulto da Marinha Portuguesa que também honra Leiria?

A Armada homenageou-o tornando-o patrono de uma fragata e outras iniciativas.


Leiria recorda-o na minha rua de infância, mas ainda falta lembrá-lo mais 

pelo lado humano e pelas conjunturas políticas em que exerceu a sua acção.



Tendo falecido com 51 anos de idade apenas, deixou um rasto de intervenção militar e

política notável, ao ter passado por momentos marcantes da vida da Nação, como a

pacificação de Moçambique no final do séc. XIX, a 1ª República, as campanhas

moçambicanas durante a 1ª Grande Guerra e a queda da 1ª República com a Ditadura 

Militar.

  1. Nasceu a 27 Setembro de 1876, filho de militar, um Tenente Ajudante de Caçadores 6 aqui sediado, António Pedro da Costa Belo, oriundo de Peniche e que havia de chegar à patente de General. A mãe, a srª D. Antónia Júlia de Nazaré vinha de uma família ilustre, os Sousa Castro Nazaré, de Lisboa.Tinha assim, inscrito na sua genética a matriz militar, pois também o avô paterno fora oficial Comandante da praça de Peniche. Por curiosidade, um amigo de infância, nascido também aqui em Leiria e apenas um ano mais velho, Joaquim de Almeida Henriques, seria o grande desafiador para saírem muito cedo de Leiria a caminho da Escola Naval. Almeida Henriques, outro notabilíssimo oficial da Armada, acabaria por ter um percurso diferente de João Belo, no seu envolvimento político e na sua carreira militar. Enquanto João Belo seguia para Moçambique e ali fazia carreira, Almeida Henriques tornou-se num herói da causa republicana e foi o Comandante do 1º submarino português. Possivelmente, pelo menos na década de 20 quando ambos estariam em Lisboa, poderão ter voltado a encontrar-se, mas nada conhecemos sobre qualquer reencontro deste amigos de infância. O que se sabe, está descrito em vária documentação publicada. Em 1893, com 17 anos de idade, ambos se inscreveram na Escola Naval, tendo João Belo, dois anos depois, incorporado a guarnição da corveta “Duque da Terceira” e seguido para Moçambique, onde na região de Gaza, participou nas campanhas de pacificação onde outro quase conterrâneo natural da Batalha, Joaquim Mouzinho de Albuquerque, teve um papel de destaque como se sabe.
  2. Voltou de Moçambique em 1898 e no ano seguinte estava em Leiria, onde casou com 22 anos já como 2º Tenente, no dia 4 de Fevereiro de 1899 com D. Margarida Lopes Rebelo d’Andrade, de 21 anos e oriunda por via paterna de outra família de Lisboa, sendo pai o responsável pela obras públicas do Distrito de Leiria. Por via materna, vinha dos Lopes Vieira e dos Rodrigues Cordeiro, gente ilustre das Cortes, aqui bem perto. No entanto, a vida foi madrasta e dois anos após o casamento, em 1901, João Belo enviuvaria, sem filhos deste casamento.
  3. O destino de saída estava traçado e no ano seguinte rumava novamente a Moçambique onde permaneceria longos anos. O que fez enquanto ali permaneceu, também é conhecido. Voltou a Gaza e ao Limpopo, e em 1909, foi nomeado Administrador do Concelho do Chai-Chai e Chefe da Delegação Marítima de Inhampura. Em 1910 foi encarregado da construção do caminho de ferro de Xai-Xai a Manjacaze. Durante a sua administração foram ainda realizados o levantamento hidrográfico da foz e barra do rio Limpopo, a construção do farol do Inhampura e a Câmara Municipal do Xai-Xai.
  4. Xai-Xai, viria a ser a Vila João Belo até à independência de Moçambique. Já casado em 2ªs núpcias com D. Beatriz Belegarde, de quem viria a ter 4 filhos, entre 1914 e 1918, estava no Niassa dando apoio às expedições de limpeza e resguardo das ofensivas alemãs que nas colónias começaram muito antes de 1916, quando se deu a declaração de guerra entre Portugal e a Alemanha, na Europa. Eram conhecidas as ambições alemãs pelas possessões portuguesas, com objectivo do domínio da África a sul do Equador para se sobrepor à presença inglesa no norte.
  5. As campanhas de Moçambique foram muito duras e quase anónimas durante longos anos, a não ser numa referência ou outra, tanto mais que as tropas idas da Metrópole iam mal armadas e com uma retaguarda demasiado desguarnecida. João Belo ali esteve, tendo merecido a comenda da Ordem Militar de Avis, ao tempo do um Ministro das Colónias também conterrâneo e quase da mesma idade, João Soares.
  6. Depois da guerra voltou a Gaza como Chefe do Departamento Marítimo e veio a fazer carreira na Administração Colonial até 1925. Não só estaria desiludido com a política ultramarina republicana, como a própria república abrira sequelas, com a intervenção na guerra, difíceis de sanar.
  7. A 25 de Maio de 1925 foi feito Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, mas de regresso a Portugal, integrou a Direcção dos Serviços de Hidrografia e Navegação.
  8. Como muitos republicanos desiludidos, juntou-se ao movimento do 28 de Maio tendo em 9 Julho de 1926 sido nomeado Ministro das Colónias, ao tempo de um outro oficial da Armada, Filomeno Cabral, quando este substituiu Salazar numa fugaz primeira passagem que teve pela pasta das Finanças. Era este um Ministério chave do novo regime, para contenção de verbas e para controlo de toda a ação política. A consonância dos restantes Ministérios com as Finanças passou a ser cada vez mais um aspeto incontornável. Filomeno Cabral também não se manteria por muito tempo e até 1928 a agitação política continuou a ser grande. No entanto, João Belo manteve-se até 28 de Novembro de 1927, altura em que saiu já debilitado, não deixando de ter, entretanto, acumulado por pouco tempo e como interino a pasta da Marinha. Em pouco mais de um ano em maré política turbulenta, acabou por demonstrar uma ação política notável
  9. Conhecedor das colónias e de todos os problemas que as afetavam, pouco defensor da política tendencialmente descentralizadora republicana, não só pelos receios de demasiada autonomia como pelos custos inerentes a um desenvolvimentismo não controlado pela Metrópole, apesar da grande bandeira republicana ser a ação de Norton de Matos em Angola. Mesmo assim, no dizer do Prof. Nuno Sotto Mayor Ferrão, as Bases Orgânicas da Administração Colonial de 1926 incrementadas pelo Ministro João Belo, procuravam assegurar o  que era fundamental conciliar na eficiência do sistema com o princípio republicano de descentralização administrativa. Deste modo, apesar de acusado por muitos de uma política centralizadora, propôs que fossem implementados alguns princípios da descentralização e da autonomia financeira das colónias, embora se devesse aplicar, para salvaguardar a eficácia do sistema, o preceito de rigorosa superintendência e de fiscalização pela metrópole. João Belo criou ainda os bancos emissores de Angola e de Moçambique e o Conselho Superior das Colónias e reorganizou a Escola Superior Colonial de Lisboa. Para além da Comenda de Avis, recebeu a de Valor Militar e a Torre e Espada.
  10. Todavia, faleceu cedo, em Lisboa, a 3 de Janeiro de 1928, com o posto de Capitão de Fragata, tendo sido homenageado com as devidas honras militares. Está sepultado no cemitério do Alto de S. João, tendo a Câmara de Leiria contribuído para o mausoléu, na altura com um conto de reis. Ainda nesse ano, deliberou atribuir o seu nome a uma rua do centro da cidade, num quarteirão onde a toponímia dá a primazia a nomes republicanos. A rua Comandante João Belo, hoje secundária, era na altura uma das ruas centrais e fica perto da Rua Comandante Almeida Henriques. Tão perto mas com percursos diferentes. No entanto, ambos brilhantes.
  • Texto do Historiador Dr Acácio de Sousa
  • Leiria, 27 de Setembro de 2014. ( 138º Aniversário do nascimento do nosso Patrono Cte João Belo)
















Dr Gonçalo Lopes, dá as boas vindas

Assistência atenta às boas vindas dadas pelo Senhor
                                      Vice Presidente do Município de Leiria, Dr Gonçalo Lopes,
                           no Salão Nobre daquele Município



Professor de Educação Física e ex Tenente da Marinha, Nuno Bello. neto do nosso Patrono, Cte João Belo,  a ser cumprimentado pelo Sr. Vice Presidente do Município de Leiria, Dr Gonçalo Lopes
                                         
Grupo, seus familiares e amigos

Alguns dos elementos presentes, da 1ª Guarnição