terça-feira, 14 de junho de 2022

BLOGUE BARCO À VISTA: AS BERLIET-TRAMAGAL DOS FUZILEIROS




          Este artigo foi inicialmente redigido em 2017, poucos meses depois das Comemorações do "Dia da Marinha", a convite pelo então Director da Direcção de Transportes da Marinha, tendo sido publicado parcialmente (por limite de páginas e ilustrações) na Revista da Armada n.º 544 de Setembro de 2019.
         Posteriormente foi publicado na íntegra na Revista Desembarque n.º 35 de Março de 2020 da Associação da Fuzileiros.
        Optei por publicar também neste blogue o artigo (com algumas actualizações) por forma a ilustrar todas as fotos reunidas das viaturas em apreço, dado que várias não foram publicadas em ambas as revistas citadas devido ao limite de ilustrações. Outro motivo advém do facto de servir mais uma vez de agradecimento e reconhecimento pelo pronto contributo com fotos, dados e testemunhos de vários civis e militares.

 A Berliet-Tramagal foi montada entre 1964 e 1974 em Portugal sob licença pela fábrica MDF (Metalúrgica Duarte Ferreira, SARL) com instalações situadas no Tramagal. É uma viatura pesada baseada no modelo comercial francês de 1956 “Gazelle” da Berliet, tendo sido especificamente modificado e reforçado, originando os modelos da série “GBC KT” para utilização no conflito da Argélia pelo Exército francês. httlle_6_6.jpgps://4.bp.blogspot.com/-oud-GFDTB-c/XtvghinnwLKKCnDOzhygZ2iCPkgSZsACLcBGAsYHQ/s16
Berliet Gazelle (Foto da Internet)
            Na sua linha de montagem a MDF construiu ao todo 3.549 viaturas:
- 1.670 exemplares desde 1964 do modelo “GBC 8 KT 4x4”;













Berliet Gazelle (Foto da Internet)  sua linha de montagem a MDF construiu ao todo 3.549 viaturas: - 


1.670 exemplares desde 1964 do modelo “GBC 8 KT 4x4”; - 972 exemplares desde 1966 do modelo “GBC 8 KT 6x6”; - 907 exemplares desde 1968 do modelo “GBA MT 6x6”. Foi adoptada como viatura táctica de transporte de carga e pessoal na Guerra do Ultramar, atendendo às necessidades das FA’s (Forças Armadas) Portuguesas, nomeadamente do Exército Português e, por forma a substituir meios motorizados obsoletos nas Unidades em comissão de serviço, como por exemplo as viaturas pesadas Norte-americanas “GMC” da General Motor do período da 2.ª Guerra Mundial e, viaturas pesadas civis de mercadorias militarizadas com simples tracção traseira (Mercedes, Scania e Volvo). Tem como principais características: ser uma viatura simples e desprovida de comodidades; de baixo custo de produção e manutenção fácil de 1.º escalão; possui capacidade Todo-o-Terreno e tracção integral; dispõe de ângulos de ataque e saída muito elevados atendendo a sua dimensão. O modelo Berliet-Tramagal “GBC 8 KT” com tracção 4x4 pesava 5.980 kg e possuía capacidade para 4 toneladas de carga ou transportar 20 militares totalmente equipados (mais 01 condutor), dispõe de um motor Berliet M520 de 5 cilindros e 7.900 cc com 125 cv a 2.100 rpm, velocidade máxima de 82 km/h e autonomia máxima de 800 km.



 Berliet-Tramagal GBC 8 KT 4x4 (Foto da Internet) 


 Em 1966 a MDF apresentou às FA’s Armadas Portuguesas o modelo “GBC 8 KT” com tracção 6x6 de rodado simples, que já incorporava 50% de componentes de fabrico nacional, tendo sido bem aceite pelo Exército Português observando a mais-valia do desempenho Todo-o-Terreno em relação ao modelo anterior de tracção 4x4. Pesava 8.370 kg e possuía capacidade para 5 toneladas de carga ou transportar 20 militares totalmente equipados (mais 01 condutor), disponha de um motor Berliet M520 B de 5 cilindros e 7.900 cc com 125 cv a 2.100 rpm, velocidade máxima de 85 km/h e autonomia máxima de 800 km. 



Berliet-Tramagal GBC 8 KT 6x6 (Foto da Internet) 



 Os modelos da série “GBC KT” tinha a famosa particularidade do motor ser policarburante, isso é, mediante um manípulo selector de combustível, trabalhava com gasóleo, gasolina ou outros carburantes como: petróleo refinado, querosene, óleo de motor, água rás, álcool, óleo de fígado de bacalhau, diluente, brilhantina, parafina e óleos vegetais. Em 1968, com o intuito de simplificar, aumentar e baratear o processo de produção, o fabricante nacional concebeu o modelo “GBA MT” com tracção 6x6, com menos peso e dimensão e ligeiras diferenças exteriores em relação ao modelo “GBC”, fruto da experiência do comportamento da viatura nos TO’s (Teatro de Operações) africano. Pesava 7.150 kg, tinha capacidade para 4,5 toneladas de carga ou transportar 18 militares totalmente equipados (mais 01 condutor), dispõe de um motor Berliet M420/30XP a diesel de 4 cilindros com 135 cv a 2.600 rpm, velocidade máxima de 85 km/h e autonomia máxima de 800 km. 


Berliet-Tramagal GBA MT 6x6 dos Fuzileiros (Foto cedida pelo CCF) 


 As diferenças mais notórias são: tampa do motor (capó) mais curta e simplificada com ângulos mais direitos; reposição dos faróis dianteiros; introdução de pequenas modificações no depósito de combustível e instalação de aberturas laterais do compartimento do motor por forma a facilitar a ventilação e evitar o sobreaquecimento, atendendo ao clima dos TO’s africanos. Ambos os modelos “GBC” e “GBA” eram muito apreciados pelas tropas portuguesas nas antigas colónias em África pela sua robustez, força do motor, capacidade de passagem a vau de cursos de água até 1,2 m (GBC) / 1,5 m (GBA) de profundidade graças à estanquicidade do motor e depósito de combustível, o guincho mecânico que permitia ter saída para a frente e traseira da viatura, facilitando a resolução de problemas no terreno.

Berliet-Tramagal GBC em 1.º plano e GBA em 2.º plano (Foto de Pedro Monteiro)
  

 A robustez da carroçaria da viatura em aço oferecia uma certa resistência à deflagração de engenhos explosivos (minas Anti-Pessoal / Anti-Carro / fornilhos), que se reflectia na mais-valia de contribuir para a redução de baixas e respectiva confiança, força anímica e moral das Forças em campanha. Fruto de apresentar o eixo dianteiro adiantado em relação à posição do condutor, muitas Berliet-Tramagal foram empregues na função de “rebenta-minas”, seguindo à frente das colunas motorizadas, sendo apetrechadas com diversos sacos de areia de modo aumentar o peso da viatura e absorver o impacto da explosão, tendo por regra como único ocupante



Berliet-Tramagal "Rebenta-minas" (Foto da Internet)

 No início de 1974, após uma visita do então CEMGFA General Costa Gomes aos TO’s de Angola e Moçambique, foi convocada para 22 de Fevereiro de 1974 a Comissão Conjunta dos Chefes de Estados-Maiores para debater os planos de aquisição e orçamentos para 1974 e uma previsão para 1975. Dessa Comissão foi elaborado um Apontamento onde ficou previsto que a renovação das viaturas das Unidades de Fuzileiros deveria processar-se automaticamente e abranger anualmente ¼ da dotação total. Ficou ainda acordado nesse Apontamento a possibilidade de substituir as Mercedes por outra mais adequada para as missões, podendo a solução recair na Berliet-Tramagal, permitindo obter mais-valias no tocante a logística e manutenção ao se uniformizar com o Exército Português. A 16 de Maio de 1973 é efectuada uma proposta de aquisição da viatura táctica pesada “Berliet-Tramagal GBC 8 KT 6x6” à Marinha Portuguesa pelo seu fabricante nacional - a MDF. Este modelo de viaturas tácticas foram adquiridas a 13 de Julho de 1973 e entraram ao serviço da Marinha Portuguesa em pequeno número (presume-se terem sido somente 5 exemplares) em 28 de Agosto de 1973, não obstante é de realçar que do que foi possível aturar por recurso a testemunho de Fuzileiros Veteranos da Guerra do Ultramar, que foram enviadas para o Comando Naval de Angola e destacadas para Vila Nova da Armada 02 Berliet-Tramagal “GBC’s”, que findo o conflito regressaram a Portugal. 


 Berliet-Tramagal GBC 8 KT 6x6 dos Fuzileiros em Vila Nova da Armada - Angola (Foto cedida por SAJ FZE Valter Raposeiro) 



Uma dessas “GBC” manteve a função de transporte de pessoal e chegou a estar destacada na UAMA / UMD, o outro camião (AP-18-14) foi enviada para a própria fábrica MDF (tal como sucedeu a algumas viaturas do mesmo modelo do Exército Português) para ser modificada para a função de “Pronto-Socorro”, sendo dotada de grua mecânica "MDF" com capacidade para rebocar uma viatura sobre-elevada até o máximo de 3500kg e um pirilampo para sinalizar a marcha-lenta. É de referir, igualmente, que existiam alguns destes camiões no Comando Naval de Moçambique, cedidas a título de empréstimo pelo Exército Português (dispunha mais de 610 exemplares em África), mas que nunca receberam matrícula da Armada e eram utilizadas para missões logísticas e administrativas, por vezes apoiavam a movimentação de Unidades de Fuzileiros, tal ocorreu por exemplo com o DFE - Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 1 (1967 - 1969) em Cabo Delgado no Norte de Moçambique.

BerlietTramagal do Exército Português emprestadas aos Fuzileiros em Moçambique (Foto cedida por FZE António Manuel Carvalho)
No que concerne ao modelo “GBA”, segundo os registos da DT - Direcção de Transportes, a dotação da Marinha / Fuzileiros era de 12 exemplares e eram consideradas: «viaturas especiais» para efeitos de Cadastro de Viaturas e, designadas oficialmente em termos de tipo de material pelas Instruções Técnicas dos Fuzileiros por: «Viatura Táctica Pesada 6x6 Berliet GBA», entraram ao serviço da Marinha Portuguesa entre Novembro de 1974 e Junho de 1975, tendo sido adquiridas com verbas do OFNEU74 / OFNEU75 e destacadas à carga do Batalhão de Fuzileiros n.º 3 (Unidade de manobra), mais concretamente do «GTTT - Grupo de Transportes Tácticos Terrestres», configurando uma Unidade de Apoio de Combate. Viaturas do GTTT do BF n.º 3 





(Foto cedida por Cabo FZE Liberto Cartó) 




 De salientar que em 1975 estas viaturas tácticas pesadas ofereceram aos Fuzileiros flexibilidade e mobilidade operacional num momento em que transitavam por um processo de adaptação de guerra de guerrilha para conflitos de cariz mais convencional e, permitiram aumentar a capacidade de manobra táctica, permitindo o emprego desta força de elite em situações de maior exigência operacional num largo espectro de exercícios, operações e actividades militares. No passado recente da história portuguesa, no período político-militar denominado por "Verão Quente" de 1975 e anos que se seguiram, os Fuzileiros participam activamente com as suas 12 Berliet-Tramagal GBA em várias missões de Manutenção da Ordem Pública e, esporadicamente em Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (Movimento das Forças Armadas) de apoio às populações. Coluna de Berliet-Tramagal dos Fuzileiros em 1975 (Foto cedida por Cabo-Mor FZ Jorge Almeida) Como viatura de transporte táctico, transportavam Unidades de Fuzileiros (uma viatura por Pelotão) que se encontravam em estado de prontidão imediata e atribuídas ao COPCON (Comando Operacional do Continente), desempenhando um papel determinante como demonstração de força, por vezes quando era necessário incrementar o grau de resposta, essas missões eram reforçadas pelas viaturas blindadas Chaimites dos Fuzileiros. Tais missões tinham por áreas de responsabilidade e intervenção o Distrito de Setúbal e Concelho de Almada, manter a Ordem Pública na zona de Almada (incluindo no Arsenal de Alfeite e na Lisnave) e Trafaria, assim como os designados "Pontos Sensíveis": instalações da NATO, abastecimento de água, postos de transformação da EDP, fábrica de munições, fábrica da pólvora, instalações de entidades públicas, etc. Berliet-Tramagal dos Fuzileiros em missões e exercícios em 1975 (Foto cedida por Cabo-Mor FZ Jorge Almeida) Neste período político-militar para além das próprias Berliet-Tramagal os Fuzileiros utilizaram este modelo de camiões cedidos pelo Exército Português, tal sucedeu a título de exemplo com a Companhia de Fuzileiros n.º 7, conhecida pela alcunha de "Ralis das Lezírias" destacada no G1EA - Grupo n.º 1 das Escolas da Armada em Vila Franca de Xira, quando prestou serviço sob Comando do COPCON, dispondo de duas Berliet GBC cedidas pelo Exército, assim como uma Unimog dotado de canhão sem recuo de 106mm entre os dias 24 e 26 de Novembro. Estas viaturas também eram presença assídua em desfiles militares, exercícios exclusivos dos Fuzileiros, sectoriais da Marinha (PHIBEX) e conjuntos ou combinados com os restantes Ramos das FA's Portuguesas ou estrangeiras (ALBATROZ / MARTE / GALERA). Berliet-Tramagal e exercícios de desembarque de LDG's Nos Fuzileiros durante grande parte do ano operacional as viaturas circulavam desprovidas do toldo de lona da cabine e da traseira, respectiva armação e laterais do compartimento de carga junto ao chassis, igualmente os estrados dos bancos eram colocados de forma as tropas transportadas permanecessem de costas contra costas, por forma a permitir rapidamente abandonar a viatura em caso de necessidade, configuração que já era empregue na Guerra do Ultramar para reacção a emboscadas. Exercício de reacção a emboscada (Foto cedida por FZ José Aleixo) Em 1977, quando as viaturas ainda se encontravam sob tutela do BF n.º 3, foram implementados projectos nas oficinas da SAO - Serviço de Assistência Oficinal da FFC - Força de Fuzileiros do Continente, por iniciativa do então Comandante do Batalhão - Cte. Alves da Rocha, que visavam utilizar o seu potencial de “massa”, “velocidade” e de “apoio de combate”, mediante a instalação de armas de apoio de fogos na sua estrutura, mais concretamente a montagem de um reparo na cabine para suportar metralhadoras-ligeiras HK MG-42 / MG-3, assim como um artefacto na traseira para acoplar os pratos-base de morteiros de 81 mm, transformando a viatura num “vector de multiplicação de forças”. Este mesmo Oficial foi encarregado anteriormente pela construção da pista de treino táctico de Fuzileiros condutores (FZV) de viaturas de tracção total existentes na FFC, treino que incluía a responsabilização de cuidar pelo grau operacional da viatura atribuída e respectiva manutenção de 1.º escalão, gerando o binómio condutor/viatura táctica. Esta pista situava-se no interior da FFC, no perímetro interior da Unidade, com início ao fundo da parada junto da Enfermaria, sendo constituída por vários obstáculos consecutivamente, colocando à prova a coragem, determinação e destreza dos FZV e testando os limites técnicos das viaturas. O treino táctico dos FZV também era realizado nas praias do litoral próximo, envolvendo estudos de percursos viável entre marés, nas praias da Costa da Caparia até ao Cabo Espichel. Berliet-Tramagal numa BTE em Olhão em 1977 (Foto cedida por SMOR FZE Miguel Aleluia) Em 1978, a Berliet-Tramagal AP-19-31 sofreu um aparatoso acidente no Portinho da Arrábida, tendo inclusivo rolado várias vezes, do qual resultou alguns feridos ligeiros entre Fuzileiros que transportava na traseira, tendo sido posteriormente recuperada e voltado ao serviço. Em Junho de 1979, dada a premência de obter uma melhor racionalização dos meios de apoio atribuídos às Unidades dos Fuzileiros, são edificados na dependência do CCF, diversas Unidades, entre elas a UATT - “Unidade de Apoio de Transportes Tácticos”, para onde, já em Junho de 1978, transitaram as Berliet-Tramagal e as restantes viaturas tácticas ligeiras e pesadas de todas as Unidades do Corpo de Fuzileiros, mantendo estas somente as viaturas ligeiras administrativas da sua dotação. Uma das Berliet-Tramagal dos Fuzileiros esteve destacada diversos anos na Escola de FZ’s para efeitos de instrução de condução (formação operacional), outra desempenhou a mesma função no G1EA - Grupo n.º 1 das Escolas da Armada em Vila Franca de Xira. Em 1994, a Berliet-Tramagal GBC AP-18-14 Pronto-Socorro com grua mecânica "MDF" procedeu ao reboque de 03 viaturas blindadas anfíbias Chaimite dos Fuzileiros até a Secção de Inúteis da Direcção de Abastecimento da Marinha. Berliet-Tramagal dos Fuzileiros em diversos desfiles motorizados Todas as viaturas em apreço (GBC e GBA) foram abatidas ao efectivo entre 1996 e 1999, demarcando-se com Honra na História dos Fuzileiros, durante pouco mais de duas décadas de serviço e, certamente na memória de várias gerações dos “Filhos da Escola”! Importa realçar que a MDF também montava a Berliet-Tramagal para forças militares na versão de camião-oficina e camião cisterna de 5.000 lt para hidrocarbonetos e, que os 03 ramos das FA’s Portuguesas as adaptaram para diversas funções, suportar certas cargas, sistemas de armas ou equipamento específico. Berliet-Tramagal GBC com sistema de armas anti-aérea quádruplo dotado de canhões Oerlikon de 20mm a desfilar em Luanda - Angola (Foto de Luís Ferreira) Várias GBC e GBA transitaram posteriormente das FA’s para diversas corporações de Bombeiros que as adaptaram ao combate a incêndios e, de empresas e particulares que as modificaram para as mais variadas utilidades, actualmente algumas encontram-se na posse de associações e coleccionadores de antigas viaturas militares, sendo que algumas são presença assídua em encontros e concentrações de viaturas militares clássicas. Berliet-Tramagal GBA de Bombeiros (Foto de Raul Nunes) O Exemplar GBA 6MT de matrícula “AP-19-32”, a penúltima do seu modelo a entrar ao serviço nos Fuzileiros a 18/06/1975 e abatida a 07/07/1999, começou a ser recuperada pela DT em 2014 da Secção de Inúteis da Direcção de Abastecimento da Marinha, para integrar o “Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha”, sendo de louvar esta iniciativa tendo em linha de conta que se trata de uma viatura emblemática das FA’s Portuguesas. De destacar que o Regimento de Manutenção (Entroncamento) do Exército Português colaborou cedendo algumas peças e o toldo de lona traseiro. Berliet-Tramagal GBA na Secção de Inúteis da Direcção de Abastecimento da Marinha Foi apresentada publicamente, pela primeira vez, nas comemorações do “Dia da Marinha de 2017” na Póvoa do Varzim / Vila do Conde, fazendo por certo recordar tempos passados de diversos cidadãos que cumpriram o SMO - Serviço Militar Obrigatório, as delícias dos entusiastas de viaturas militares clássicas e de modelistas. Berliet-Tramagal GBA em fase de recuperação Tendo sido convidado para estar presente na tribuna durante estas comemorações pelo então Almirante CEMA - Almirante António Silva Ribeiro, foi com grande surpresa que contemplei a presença desta viatura exposta, sendo que por obra do acaso o meu lugar na tribuna ombreava com o do então Director da Direcção de Transportes - CMG EMQ Carmo Limpinho que conheci durante o evento e em tom de conversa foi notório o orgulho pelo trabalho e façanhas realizado pelo seu pessoal na recuperação desta viatura e outras do “Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha”. Tomado pela curiosidade e em consequência da conversa supramencionada, já quando fui observar com mais detalhe a viatura em exposição estática, fiquei admirado com o estado geral impecável em que se encontra, acaso para se dizer “como novo”! fruto da sua recuperação. Berliet-Tramagal GBA em exposição no Dia da Marinha 2017 No entanto, mais interessante foi verificar a reacção perante a viatura de alguns cidadãos que pela sua conversa com familiares ou amigos apercebi-me tratarem-se de antigos combatentes da Guerra do Ultramar; em tom de confidência, posso afirmar que fiquei particularmente sensibilizado ao verificar a reacção emotiva de um desses cidadãos que finda a verbalização de uma história de uma ocorrência em Moçambique a familiares, lavado em lágrimas literalmente abraçou a frente da viatura por uns momentos, como se fosse um antigo camarada que não via a décadas e que segundo a história a quem deve a sua vida!... A DT futuramente pretende recuperar o camião-cisterna de Limitações de Avarias da Marinha de matrícula “AP-26-25” Tramagal TT13/160 6x6 Turbo de 13 toneladas, também fabricado pela MDF e que esteve destacada na Escola de Fuzileiros (possuía a matrícula DT-20). Camião-cisterna de Limitações de Avarias da Marinha Tramagal TT13/160 6x6 Turbo No que concerne ao modelismo, existe um kit de fabrico nacional e edição particular da autoria do Major Nogueira Pinto, modelista e Oficial na situação de Reforma do Serviço de Material do Exército Português, que permite montar na escala 1/35 a Berliet-Tramagal GBC 8 KT 6x6. Kit de modelismo 1/35 de uma Berliet-Tramagal GBC 8 KT 6x6 “Pronto-Socorro”com grua mecânica "MDF" Em Abril de 2018 foi lançado em Lisboa e no Porto o livro "Berliet, Chaimite e UMM: Os Grandes Veículos Militares Nacionais" do meu amigo Pedro Monteiro, que me concedeu a honra de fazer a apresentação do livro e autor na Livraria "Ascari" - Porto. Capa do livro "Berliet, Chaimite e UMM: Os Grandes Veículos Militares Nacionais" de Pedro Monteiro Cumpre-me agradecer a pronta ajuda de vários civis e militares na compilação de dados, documentos, fotos e testemunhos sobre as Berliet-Tramagal e o seu uso na Briosa pelos seus Fuzileiros. A todos Bem Hajam!





sexta-feira, 30 de julho de 2021

Cerimónia de transferência das fragatas "João Belo" e Sacadura Cabral para a Armada do Uruguay

 

há 13 anos

Cerimónia de transferência das fragatas "João Belo"

Realizou-se na Base Naval de Lisboa, no dia 8 de Abril de 2008, a cerimónia de entrega das fragatas Ex-NRP "Comandante João Belo" e Ex-NRP "Comandante Sacadura Cabral" à Armada da República Oriental do Uruguai.

Fonte: http://www.marinha.pt

domingo, 27 de outubro de 2019

A NOSSA ZONA ECONÓMICA EXCLUSIVA (ZEE)


A NOSSA ZONA ECONÓMICA EXCLUSIVA
(ZEE)



ShinMaywa US-2 da Aviação Naval da Marinha Portuguesa (ficionado). Aeronave anfíbia de busca e salvamento (SAR) com eventual possibilidade de combate a incêndios com 15 000 litros!
100 anos de Aviação Naval! 1917-2017!

A Marinha Indiana encomendou 12 unidades...
Foto de Jorge Pereira



Foto de António da Silva Martins


  • O NOSSO TERRITÓRIO NACIONAL
Com a Maior Zona Económica Exclusiva marítima da Europa, Portugal Luta agora pelo alargamento da plataforma continental SUA. A Proposta apresentada foi na semana Passada e, se aprovada para, o País Ficara com uma jurisdição de Uma área com fortes indícios da existência de petróleo e de gás natural, e Onde se escondem metais preciosos e microorganismos utilizados na Produção de cosméticos e de fármacos para o tratamento do cancro OU PARA o combate ao VIH.

 A náutica e o turismo de recreio, a Construção e Reparação naval, um Energia, a agricultura biotecnologia São Outras das áreas consideradas Estratégicas PARA O hipercluster do Mar não Estudo Feito Pela Equipa de Hernâni Lopes. Dai a importância da aprovação da Proposta que Portugal apresentou, na semana Passada Abril 2015, na sede da ONU Pará uma Extensão da plataforma continental.

 Dai a importância da aprovação da Proposta que Portugal apresentou, na semana Passada, na sede da ONU para uma Extensão da plataforma continental. A proposta só terá resposta daqui a 5 ou 8 anos, quando a ONU der luz verde a esta pretensão do estado Português, já antiga que remonta a executivo de 2006.
 A ser deferida a proposta a ZEE portuguesa passará de 200 para 350 milhas. "Portugal ficaria com Direito exclusivo de Recursos Naturais Explorar OS vivos e NAO vivos existentes Território Nesse", Explica o Líder da EMEPC. Ainda não existem as suficientes provas, mas as futuras permitirão identificar se existem (no subsolo do Atlântico que Portugal quer acrescentar à sua jurisdição), Depósitos passíveis de Hidrocarbonetos que contenham, Petróleo e Gás natural, Revela Manuel Pinto de Abreu.

 O petróleo Será certamente o PRODUTO Mais apetecível, mas o oceanógrafo Destaca a importância dos Recursos Ligados As Fontes hidrotermais, Onde se inserem microorganismos que podem Ser Usados nas Indústrias de Produtos Alimentares, cosmética e Farmacêutica. Manuel Pinto de Abreu dá como exemplo a produção do Zovirax, Um produto usado nos tratamentos de combate ao herpes labial, Feito A Partir de Uma substancia Retirada de Uma esponja marinha, que rende anualmente "MUITAS dezenas de Milhões de euros". O Especialista sublinha ainda que alguns medicamentos Usados no Combate ao HIV UO anti-cancerígenos tem Origem marinha. "A biotecnologia marinha TEM UM Impacto Social Tão grande Como o petróleo, mas Acredito Que o Seu Valor Económico Será superior", Afirma. Embora não Haja respostas para como Dúvidas relativas À eventual existência de petróleo no mar português, Os Cientistas tem apontado para Perspectivas Bastante promissoras em algumas Bacias Oceânicas da Nossa plataforma continental alargada. https://www.facebook.com/TugasnaEspanha/videos/1668718883343257/ https://www.facebook.com/Geografismos/videos/731636056949877/ http://www.vortexmag.net/petroleo-ouro-prata-as-riquezas-incalculaveis-do-mar-portugues/ http://youtu.be/LEFTWFSTnx0 https://www.youtube.com/watch?v=Q9C0VabifwY






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Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.
Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodésia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.
A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).
O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.
centro geodésico de Portugal
centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis
centro geodésico de Portugal
Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.
A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fímbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim mais erode nas primeiras chuvas de outono.








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Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.

Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.


centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.

centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).

O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.


centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis
centro geodésico de Portugal


Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.

A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fimbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim mais erode nas primeiras chuvas de outono.




-3  Sabe onde fica o Centro de Portugal?
O centro geodésico de Portugal Continental fica bem perto de Vila de Rei e desde o seu miradouro é possível contemplar várias maravilhas da região.

Sabe onde fica o centro de Portugal Continental, ou seja, o centro geodésico de Portugal? Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país. Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.

Centro geodésico de Portugal
Neste local existe o Museu da Geodésica. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho. Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.


Centro geodésico de Portugal
O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente. A Serra da Melriça, conhecida localmente como “Picoto da Melriça”, é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco. Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão “TF4” a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41′ 40,20619 N ; longitude: 8º 07′ 50,06228 W. Existe também uma Pirámide de 1ª Ordem que “simboliza” o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41′ 40.20619 N ; 8º 7′ 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).

O Picoto da Melriça é um local de paragem obrigatória. Os viajantes não abdicam da sua saga mesmo quando as horas apertam por razões familiares e quase sempre conseguem fazer um desvio e inspeccionar um local notável de Portugal. O Picoto da Melriça situado a 592 metros de altura está ligado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a monarca solicitou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a encetar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.

Centro geodésico de Portugal
Os trabalhos arrancaram em 1790, mas foram suspendidos treze anos depois devido às invasões francesas. Logo em 1802, foi erigido o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso “Picoto” é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade. Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis.


Centro geodésico de Portugal
Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território. Ao lado do Picoto da Melriça, no Centro Geodésico de Portugal, encontra-se o Museu da Geodesia, único no país. O museu, inaugurado em 2002 oferece aos visitantes um certificado de presença, infelizmente não nos foi possível visita-lo dado o tardio da hora.

A paisagem do Picoto da Melriça é bela e a 360º de vista e faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, mas apesar disso os grandes maciços poderosos da Cordilheira Central (Gardunha, Estrela, Lousã, Aire e Montejunto), encontram-se em distâncias suficientemente longínquas para repararmos nos seus detalhes, mas mesmo assim conseguimos ver os seus contornos gerais e as suas texturas litológicas. Ao longe ainda as suaves planícies alentejanas e a a fina fimbria dourada do mar para SW. centro geodésico de Portugal
Mais próximo de Vila de Rei, os monótonos pinhais, muitos deles queimados e pomo-nos a pensar que os fogos florestais são o maior flagelo que assola este lugar de deserção de onde partem mulheres e crianças na procura de outros lugares para habitar. Quase todos os anos, no estio a passagem do fogo enche cinzas e madeiros carbonizados um solo que já era pobre e que assim piorava nas primeiras chuvas de outono.


Fonte:-CITAN





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Sabe onde fica o centro de Portugal? - Serra-Melrica

MIRADOURO DO PICOTO DA MELRIÇA - CENTRO DE PORTUGAL 

Marco geodésico que assinala o centro do país.

Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã, 1.8 km depois, encontrará devidamente assinalado o desvio para o Picoto da Melriça – Centro Geodésico de Portugal, 900m depois e encontrar-se-á no Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país.

Com uma altitude de 600 m, este local permite ao seu visitante uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância.

Neste local existe o Museu da Geodesia. Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho.

Aqui situa-se o vértice geodésico de primeira ordem, conhecido por Picoto da Melriça. Contudo, o ponto central da projecção utilizada na cartografia portuguesa fica perto deste local: a cerca de 200 metros para oeste e 2900 metros para sul.

O marco geodésico é uma pirâmide de alvenaria com nove metros de altura, começada a construir em 1802 e situada a uma altitude de 587 metros. Lá do alto obtém-se excelente vista de 360º sobre toda a região e é possível distinguir as terras da região envolvente.
Neste local situa-se também o Museu da Geodesia, inaugurado em 2002, que apresenta uma sala de exposições, um pequeno auditório e uma loja de recordações.

A Serra da Melriça, conhecida localmente como "Picoto da Melriça", é uma serra portuguesa situada a cerca de dois quilómetros a nordeste da povoação de Vila de Rei, sede do concelho com o mesmo nome, do Distrito de Castelo Branco.

Com uma área pequena de ocupação, tem a altura máxima de 592 metros.

A importância desta serra resulta do facto de nela estar localizado o Centro Geodésico de Portugal Continental. Nela encontra-se o marco geodésico padrão "TF4" a partir do qual se deu início às observações angulares dos restantes vértices geodésicos de todo o Portugal Continental. As coordenadas do marco geodésico são: latitude: 39º 41' 40,20619 N ; longitude: 8º 07' 50,06228 W. Existe também uma Pirâmide de 1ª Ordem que "simboliza" o centro geodésico com as coordenadas: 39º 41' 40.20619 N ; 8º 7' 50.06228 W. Ao contrário do que muita gente pensa, não existe nenhum marco geodésico com coordenadas rectangulares (0,0).












ROU 1- URUGUAY, ARMADA DEL URUGUAY (Ex NRP Cdte João Belo-F480) / Presente#253 - T1/P276 - BOLAZOpodcast


  1. Parte da História da Entrega da Fragata João Belo à Armada do Uruguay, em Abril de 2008
  2. Outras fotos relacionadas com a sua História










Fragata João Belo navegando com malagueiro


A viagem à Austrália- Saída de Porto Amélia, Moçambique em Fevereiro de 1970
Chegada a Sidney em Março do mesmo ano.

Ex Fragata João Belo, agora ROU 1 "Uruguay"ainda ao serviço da sua Armada (27/10/2019

Um dos envelopes personalizados,  usados em 1983, na Fragata João Belo
Entrega da Fragata João Belo, à Armada do Uruguay, em Abril de 2008
Na altura era seu Comandante Luís Policarpo


Fragata João Belo, ainda sem ter sido alterada.

Brasão da Fragata João Belo cravado na chapa próximo da torre de comando.
Foi retirado antes da sua entrega ao Uruguay





sexta-feira, 1 de março de 2019

A única fragata desta classe operacional na Marinha do Uruguai. ROU 1 "URUGUAY"





A Ex Fragata Cdte João Belo F480, hoje ROU 1 URUGUAY, com mais de 50, ao serviço de Portugal e Uruguay, é a única da sua classe que ainda navega, talvez por mais algum tempo.

Foi a Fragata da sua classe que mais milhas navegou por todo o Mundo e que mais anos esteve ao activo.

O sonho de quem fez parte das Guarnições desta Fragata, é, após ser abatida,  vê-la transformada em Museu!!!

Talvez a Marinha Nacional do Uruguay se lembre de fazer uma grande homenagem a todos que navegaram nesta linda Fragata, para mais tarde a visitarem como Museu, no Uuguay ou em Portugal.

Penso que com a colaboração da Marinha de Guerra esse sonho se transformasse em realidade!!!

Gostava que esta minha menagem chegasse ao conhecimento das altas entidades dos dois Países.
Obrigado


ATENÇÃO

Nesta data, 14/06/22, a Ex- NRP  "Cdte João Belo-F480", hoje- (ROU 1 URUGUAY), é a única fragata desta classe no Mundo ainda ao ativo e a navegar!!!






A Fragata NRP "Cdte João Belo F480", ainda a navegar com a bandeira de Portugal

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

NOTA EXPLICATIVA

Este capítulo, da responsabilidade da Direcção-Geral de Armamento e Equipamentos de Defesa (DGAED),

descreve os dados referentes às exportações e importações de Material de Defesa, Equipamentos de Defesa,
Logística e Investigação e Desenvolvimento (I&D).
Os dados apurados e indicados nos quadros respectivos, resultaram da contribuição do EMGFA, dos Ramos
das FA’s, do IASFA e da consulta efectuada às Indústrias Nacionais de Armamento e afins, sendo os
restantes elementos provenientes das actividades normais da DGAED.

CONCEITOS


Carro de Combate


Viatura de combate blindada e de auto-propulsão, com forte poder de fogo, munida fundamentalmente

com uma peça principal de alta velocidade inicial, capaz de fazer tiro directo para alvos blindados e
outros, com elevada mobilidade em todo o terreno, com um elevado nível de auto-protecção e que
não está vocacionada nem equipada para transporte de tropas de combate.

Avião de Combate


Avião de asa fixa ou asa de geometria variável, armado e equipado para defrontar alvos, utilizando

mísseis guiados, foguetes não-guiados, bombas, metralhadoras, canhões ou outras armas de destruição,
assim como qualquer modelo ou versão de avião que desempenhe outras funções militares, tais
como avião de transporte não armado, reconhecimentos ou guerra electrónica.


Helicóptero de Combate


Aparelho de asa rotativa, armado e equipado para defrontar alvos ou equipado para desempenhar

outras funções militares.

Fragata


Navio de 1.500 a 3.500 toneladas de deslocamento e comprimento entre 75 e 150 metros, com armamento

anti-superfície, anti-aéreo e anti-submarino e cuja missão principal é a escolta e a luta antisubmarina.

Corveta

Navio de menor deslocamento que as fragatas, comprimento entre os 60 e 100 metros, com armamento

semelhante mas de menor calibre, que desempenha o mesmo tipo de missões embora com
menores capacidades oceânicas.

Patrulha


Navio de pequeno a médio deslocamento (200 a 400 toneladas) e com comprimento inferior a 45 metros,

destinado a operar junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa


NOTA do Blogger:- A designação de "Patrulha", deveria ser actualizada, porque os mais recentes Patrulhas da nossa Armada, têm um comprimento superior a 45 metros

domingo, 22 de fevereiro de 2015

QUARTO ANIVERSÁRIO DESTE BLOG


O NOSSO ANIVERSÁRIO 











Caros leitores, faz precisamente hoje, dia 20/02/15, quatro anos que este Blog se iniciou, com o  propósito de servir a Comunidade em geral e em particular todos os que serviram a nossa Fragata  "Cte João  Belo".

Este vaso de guerra teve guarnições portuguesas até 08 de Abril de 2008. Actualmente, continua a ser servida por marinheiros do Uruguay, ainda no activo.
Hoje  tem o seu nome gravado na Armada do Uruguay, como  ROU 1 "URUGUAY".
Como Navio de Guerra que prestou serviço na nossa Marinha, navegando agora com bandeira de outro país, celebra o seu meio Século de existência, em  22 de Março de 2016, a contar da data do seu lançamento à água,

A sua Página, também celebrou o seu 4º Aniversário, no dia 16/02/15, tendo para o efeito sido lançado ao público um concurso com 10 prémios, para os dois primeiros lugares de cada um dos 5 Grupos de perguntas.

Bem haja a todos os visitantes que se servem deste espaço, por distracção ou pesquisa. O Blogger agradece a quem visita este blog, para opinar o que poderia ser feito, para o servir melhor.
Saudações navais

António da Silva Martins





Artigo lançado para comemorar o 1º Encontro Nacional das guarnições da Fragata
(Grupo das Guarnições da Fragata João Belo F 480 (1967 a 2008)




Tela pintada em acrílico, pelo famoso Artista Plástico Aveirense, Lopes de Sousa
-Com a devida autorização do Pintor-

(Propriedade do Blogger)



Tela do mesmo Artista e de sua propriedade

-Com a devida autorização do Pintor-