FRAGATA JOÃO BELO - PERMANECE EM MACAU
(PASSEIO PARA COMPRAS SEM CICERONE!)
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Vista interior do Canidromo. |
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Vista exterior do Canidromo ( Entrada Principal). |

Deparamo-nos com uma grande dificuldade quando queríamos comunicar com os comerciantes locais. Ninguém falava português ou inglês. Somente se expressavam na língua local (Cantonês).
Devido a estas dificuldades, foi-nos disponibilizado uma intérprete, com cerca de doze anitos, filha de um Sargento do continente, a prestar comissão de serviço na nossa Armada local. Coordenaram-se os dias destinados às compras com a disponibilidade da intérprete, que se fazia acompanhar de um familiar, sempre que saía connosco. A menina e o seu familiar estiveram praticamente, metade da nossa estadia em Macau, por conta da Fragata Cte João Belo.
Honra seja feita a essa menina e seus familiares, que connosco colaboraram, sem demonstrar qualquer saturação.
Após o jantar, a guarnição tornava a sair, na sua maioria para a vida nocturna.
Macau à noite era encantador. Não estávamos habituados a ver tanto movimento e tanta cor. As ruas ficaram ainda mais coloridas quando os jovens marinheiros portugueses, vestidos de branco, se espalharam por toda a área, vagueando por ruas e travessas, entrando e saindo dos bares.
Nos passeios diurnos assisti pela primeira vez, à corrida de “galgos” no Canidromo local, onde se apostava nos cães que eram exibidos com o seu número no dorso.
A corrida constava de: um canil, com diversos cães galgos, separados entre si e uma lebre artificial, conduzida electricamente, ligada a um carril por onde se movimentava, com os cães a persegui-la. Dada a partida, as portas do canil abriam-se automaticamente, a lebre começava a fugir à frente dos cães, que a perseguiam até cortarem a meta.
A vida e os costumes locais, eram totalmente diferentes dos que estávamos habituados no nosso país, o que nos deixou bastante surpreendidos.